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Veloce Logística começa a atuar na gestão imobiliária de galpões

Brasil Econômico - SP - EMPRESAS 

A solidez da economia brasileira tem estimulado as empresas a aumentarem a sua capacidade produtiva. Por isso, elas têm investido em suas unidades fabris, comprando máquinas, contratando mão de obra e até expandindo suas áreas.

A Veloce Logística viu nesse cenário de demanda aquecida uma oportunidade de negócios.

A companhia, que hoje presta serviços de logística para grandes empresas, como Toyota, Fiat, General Motors, Nestlé e Danone, agora oferecerá novos contratos a seus clientes. Segundo Paulo Guedes, presidente da Veloce , a ideia é que as indústrias possam investir no aumento da produção sem terem de arcar com os imóveis em suas carteiras.

“Vamos oferecer três modalidades de negócios. Uma delas é a aquisição de imóveis existentes e sua imediata locação de longo prazo para o proprietário anterior (conhecida por sale and leaseback)”, diz o executivo.

“O serviço é muito comum nos Estados Unidos, mas aqui no Brasil quase não há empresas que façam o sale and leaseback. Somos pioneiros”, afirma Guedes, acrescentando que a construção dos empreendimentos será feita por empresas terceirizadas, ficando a cargo da Veloce a responsabilidade pela gestão da obra.

Outra forma que será oferecida pela empresa de logística é a compra seguida da locação de longo prazo do imóvel adequado às necessidades do futuro locatário (que atende por buy and lease).

Por fim, a Veloce vai passar a atuar na construção sob medida de novo empreendimento com locação de longo prazo (build to suit), fazendo a gestão do negócio.

De acordo com o executivo, a empresa pode ainda assumir a operação do sistema logístico já em funcionamento numa empresa. Ou seja, pode alugar ou comprar equipamentos, soft-wares e até contratar mão de obra especializada. Para tanto, a Veloce possui R$ 100 milhões disponíveis do Fundo 3 da gestora Pátria Investimentos.

“Não vamos necessariamente usar todo esse recurso. Os acionistas da empresa podem, por exemplo, alocar recursos próprios ou até procurar financiamento bancário. Tudo depende do tamanho e do desenho logístico do projeto”, afirma Guedes.

Este novo modelo de negócios será implantado em todo o território nacional. “Mas como temos atuação nos países do Mercosul, é possível que empresas nos procurem na Argentina, por exemplo.”

Segundo o executivo, os setores mais demandados hoje são o automotivo, eletroeletrônico, de alimento, químico e farmacêutico. “Sem dúvida, São Paulo é o nosso principal foco, é onde os terrenos estão mais escassos e a demanda muito alta”, diz.

“Segundo a Coppead (da UFRJ), os custos logísticos no Brasil alcançam 12,6% do Produto Interno Bruto. Cerca de US$ 12 bilhões por ano são gastos com a armazenagem dos produtos movimentados no país. É um mercado significativo e que passa a ser cobiçado.”

Natália Flach