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Empresas revelam investimentos recentes e para o futuro

Logweb - SP - REVISTA 

Ampliação de frota, implantação de tecnologias, inauguração de CDs, aquisição de empresas, novas instalações, aumento de rota e expansão de serviços estão entre as novidades apresentadas pelos entrevistados.

Com o bom movimento da economia do país, empresas de diversos segmentos anunciam investimentos em logística, transporte, tecnologia e infraestrutura para o próximo ano e destacam as últimas ações realizadas nesta matéria especial da revista Logweb.

Visando ao futuro

Atlas: crescimento de 35% em logística
A expectativa da Atlas Transportes e Logística (Fone: 11 2795.3100) para este ano é crescer 15% em transportes e 35% em logística. O objetivo é manter o índice de crescimento verificado nos últimos anos e o processo de expansão das três divisões, rodoviário, aéreo e logística, por meio da política de reinvestir no próprio negócio. Para dar suporte às expectativas de crescimento das vendas em 2010, a empresa investirá R$ 11 milhões na compra de utilitários, caminhões leves e carretas voltadas para a renovação da frota, composta atualmente de 1,6 mil veículos. A Atlas vai adquirir 85 baús semirreboques, sete cavalos mecânicos, sete caminhões tocos, 27 veículos leves e quatro veículos urbanos de carga (VUC). Parte da verba será destinada à compra de equipamentos que garantam maior segurança para o motorista e para a carga. Para isso serão incorporados 73 aparelhos de rastreamento, 550 grades alarmadas e 550 protetores de estribo. De acordo com a empresa, as aquisições vão aumentar em 20% a capacidade de distribuição. Entre as novas tecnologias está a implantação do CT-e – Conhecimento de Transporte Eletrônico. Somente no primeiro trimestre de 2010 a ferramenta já foi implantada em 23 filiais. No período, foram emitidos mais de 900 mil documentos via digital. Até o final deste ano, a empresa espera contar com a ferramenta em todas as unidades e a previsão de economia gira em torno de R$ 1 milhão por ano. Em 2010, a Atlas já inaugurou duas filiais. A de Joinville contou com investimentos de R$ 2 milhões e, conforme calcula Sergio Milizzkievies, gerente da filial, ela deve crescer em torno de 20% em 2010. Já a unidade de Pernambuco deixou Recife e agora está no município de Jaboatão dos Guararapes, na região metropolitana e a apenas 18 quilômetros da capital. Cerca de R$ 800 mil foram investidos na adequação das novas instalações. De acordo com Roberto Collus Amado, gerente da filial pernambucana, o novo prédio possui três vezes mais espaço do que o edifício antigo. São atualmente 4.400 m2 de área para armazenagem e 5.500 m2 de área construída.

Itatibense: mais R$ 3 mi em veículos e telemetria
A Itatibense Transportes e Logística (11 4534.9201) – empresa especializada em soluções de logística, transportes e armazéns gerais para os segmentos de papelaria, embalagem, alimentício e automotivo, dentre outros – anuncia para o ano de 2011 a continuidade de importantes investimentos em toda sua operação. A empresa, que em 2010 direcionou seus investimentos para a customização de tecnologias de apoio, acompanhamento das entregas e agilidade nas operações, como TMS e WMS, investirá, somados ao R$ 1 milhão já investido em 2010, mais R$ 3 milhões na aquisição de nove cavalos mecânicos, cinco carretas sider 30 paletes (111 m³), cinco carretas baús revestidas com poliuretano de alta densidade e alta capacidade cúbica (119 m³) e cinco veículos para áreas de restrição (VUCs). Além disso, padronizará a sua frota e implementará sistema de telemetria em todos os seus veículos, o que permitirá controle em tempo real da velocidade, rotação e frenagens bruscas, entre outros parâmetros de condução.

IBG: nova unidade de abastecimento
Com investimentos de R$ 1 milhão, a IBG – Indústria Brasileira de Gases (Fone: 11 4582.8534) vai inaugurar em dezembro uma unidade apta a abastecer cilindros de nitrogênio e argônio a 300 bar de pressão no Distrito Industrial de Jundiaí, SP. O espaço ocupa área total de 2.000 m² e amplia em 50% a capacidade de armazenamento de gases, com atendimento para todo o território nacional. “Estamos modificando os equipamentos criogênios de compressão e instalação de tubulações e acessórios para esta ampliação, que permitirá, ainda, uma redução mensal de 50% no custo de logística dos produtos comercializados no estado gasoso e em alta pressão”, declara o presidente da IBG, Newton de Oliveira. Estes gases são utilizados, principalmente, em processos de solda e inertização – processo que forma uma espécie de capa protetora, evitando reações químicas nos produtos.

Support Cargo: R$ 50 milhões para a aquisição de empresas
A Support Cargo (Fone: 11 4066.1814), especializada em gestão logística e transportes de cargas, prevê para o próximo ano um investimento total de R$ 87 milhões, divididos em: R$ 50 milhões para a aquisição de empresas na área de transporte e armazenagem; R$ 5 milhões para novas instalações; R$ 2 milhões em tecnologia e treinamento; e R$ 30 milhões para ampliação de frota. “Nossa frota tem uma idade média de 1,5 ano e não estão previstas renovações para o próximo ano”, acrescenta João Carlos Nehring, diretor-presidente da empresa.

TGA Logística: aumento do fluxo na Rota Brasil-Paraguai
Em 2011, a TGA Logística (Fone: 11 3464.8181) continuará a investir na “Rota 72 Horas Brasil-Paraguai”, no sentido de ampliar continuamente sua força de vendas e otimizar processos operacionais, para que o fluxo dessa rota possa aumentar de uma carreta por semana para, no mínimo, três semanais. É o que conta Adilson Gomes dos Santos, diretor-executivo da empresa. Também está prevista para o ano que vem a intensificação do transporte no trecho Brasil-Argentina, com a abertura oficial da filial TGA em Buenos Aires. Outro investimento diz respeito à obtenção dos “permissos” para operar em rotas interligando países na região do Mercosul. “O foco no crescimento da empresa no Brasil continuará como um dos nossos maiores desafios. Por isso, a unidade TGA Logística, responsável por armazenagem, logística e distribuição, prepara algumas novidades em termos de ampliação de operações – expansão para outros estados –, aquisição de equipamento (frota) e tecnologias para gerenciamento de processos, além de treinamento e contratação de pessoal especializado”, conta o profissional. A entrada no mercado de logística para e-commerce também receberá atenção especial da empresa, que já atua, desde julho último, como Operador Logístico exclusivo do site Lojão da 25. No campo corporativo, os investimentos terão foco na implantação de sistemas da qualidade, sustentabilidade e responsabilidade social. “A incursão por novos projetos ligando a área comercial às novas formas de atendimento ao cliente também terá vez com a intensificação da presença da TGA nas mídias sociais”, acrescenta Santos.

Trafti: renovação de 5% da frota
Os investimentos da Trafti – Logística Inteligente (Fone: 11 4358.7077) previstos para 2011 estarão focados, principalmente, na renovação de 5% da frota, aumento da capacidade de infraestrutura – como acréscimo de área de armazém – e sistemas integrados de gestão, tais como melhorias e upgrades nos sistemas TMS, WMS e CRM. “Todos estes investimentos se destinarão a atender a crescente demanda por serviços cada vez mais customizados”, declara o diretor comercial, Roberto Schaefer.

Fiat Automóveis: aumento de produção e novas tecnologias
A Fiat Automóveis (Fone: 0800 7071000) está concluindo um ciclo de investimentos este ano de R$ 5 bilhões, iniciado em 2008, e este plano incluiu aumento da capacidade produtiva e novos produtos, processos e tecnologias. O investimento em logística, principalmente no que se refere à melhora da movimentação de componentes e produtos no fluxo interno da fábrica, foi contemplado neste pacote.

Park X: novo condomínio logístico em Ribeirão Preto
Em breve, as empresas Halna, JBens e EWP entregam o condomínio logístico Park X, o primeiro do gênero instalado em Ribeirão Preto, SP, e que está na etapa final de construção. O empreendimento, que começou a ser erguido no ano passado, exigirá investimento de R$ 85 milhões. O terreno fica no km 317,5 da Via Anhanguera, distante apenas 2 km do aeroporto Leite Lopes, numa área de quase 200.000 m² junto ao trevo de ligação com o centro da cidade. De acordo com os empreendedores, o condomínio será formado por galpões logísticos com metragem flexível, a partir de 1.186 m² até 17.100 m². A área construída total será da ordem de 67.000 m². “O projeto apresenta tecnologia de ponta quanto às características técnicas e operacionais e aos parâmetros, considerados pelos melhores operadores logísticos globais”, afirma Wilson Pompílio, da EWP, a construtora responsável pela obra. Já Arnaldo Halpern, que dirige a Halna Empreendimentos, revela que ainda há espaço para a entrada de novos investidores no empreendimento. “Criamos um fundo imobiliário para gerir o Park X, e as empresas ou investidores aptos a aderir serão bem-vindos.” Jorge Manubens, diretor da JBens Participações, reforça que a expectativa das empresas é pela rápida comercialização dos galpões, antes mesmo da conclusão das obras. “Temos um produto com preço altamente competitivo se levarmos em conta a carência por espaços logísticos na cidade”, acredita. Segundo Mário Sérgio S. Gurgueira, diretor da Cushman & Wakefield (Fone: 11 2501.5455), responsável pela comercialização e administração do Park X, o trabalho de implantação do novo condomínio consumiu cerca de um ano “somente para a identificação de um terreno compatível à demanda apontada pela pesquisa”.

Center Cargo: expansão no Porto de Santarém, PA
O Grupo Center Cargo (Fone: 11 5564.9866), que desenvolve gerenciamento técnico e administrativo no transporte de cargas, deu início ao projeto de expansão no Porto de Santarém, PA, com a Companhia Docas do Pará, exportadores, importadores locais e a Associação Comercial e Empresarial. Os objetivos são suprir a necessidade local para embarques com contêineres e gerar novas oportunidades de negócios. O projeto contempla melhorias e adaptações no porto, bem como um novo terminal em Santarém, PA, que agrega operações portuárias, trâmites alfandegários e transportes multimodais. O início das operações foi em março de 2008, em parceria com o armador francês CMA/CGM, com escalas diretas no Porto do Santarém, que atualmente mantém uma frequên-cia quinzenal. No mês de julho último, outra parceria foi firmada com o armador americano Bringer Lines, que fará escalas diretas na Costa Leste dos Estados Unidos, complementando a expansão e as atividades do Porto, que compreendem: logística, depósito e terminal alfandegado. “Realizamos todas as etapas para facilitar e agilizar com segurança as operações dos importadores e exportadores. Para complementar, o monitoramento da carga será feito via internet, o que permitirá um controle exato da movimentação e estufagem do produto de qualquer país no mundo”, esclarece Henny Júnior, diretor da Center Cargo Tapajós.

ID Logístics: novos sistemas de gestão
A ID Logistics (Fone: 11 3809.3400) está investindo em novos sistemas de gestão, como o TMS da Store, e, além disso, está adquirindo hadwares como ring scan e voice picking, ambos para operações de varejo. “Possivelmente teremos novas filiais”, acrescenta Rodrigo Bacelar, gerente de desenvolvimento comercial & marketing, sem informar mais detalhes.

Resultados vistos

Ouro Verde: novos veículos para plantio, colheita e transporte
Especializado em soluções logísticas integradas e terceirização de frotas para a América do Sul, o Grupo Ouro Verde (Fone: 41 3239.7000) investiu no último semestre cerca de R$ 250 milhões na ampliação da frota para locação de equipamentos para plantio, colheita e transporte de cana-de-açúcar. Os novos veículos vão atender às demandas em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás – principais regiões produtoras de etanol. Os equipamentos foram alugados através de contratos de longo prazo para as principais empresas do setor sucroalcooleiro. A Unidade de Negócios Etanol do Grupo mantém em sua frota atualmente cerca de dois mil equipamentos para locação, entre caminhões de apoio, caminhões para transporte de cana picada, reboques, transbordos e tratores, incluindo 150 colhedoras de cana.

Porto de Santos: movimentação de cargas em 2024 pode chegar a 230 milhões de toneladas
O ano de 2010 foi bastante satisfatório para o Porto de Santos, como conta José Roberto Correia Serra, diretor-presidente da Codesp – Companhia Docas do Estado de São Paulo (Fone: 13 3202.6565), Administradora e Autoridade Portuária do Porto. Foram definidas importantes metas, como a conclusão e implementação de projetos de infraestrutura, a manutenção na demanda de movimentação de cargas – mesmo com a crise financeira mundial –, a realização de concorrências para novos arrendamentos e a evolução de estudos imprescindíveis para a sua expansão e desenvolvimento. No que se refere à infraestrutura, o ganho maior foi o início da dragagem de aprofundamento do canal de navegação para 15 metros e seu alargamento para 220 metros. “A partir do segundo semestre, mesmo antes de a dragagem de aprofundamento chegar à região da Alemoa, o Porto de Santos deve contar com berços de atracação aptos para operar cargueiros na profundidade de 15 metros, principalmente nos terminais da Ponta da Praia e do Macuco, onde já há cais estruturalmente preparado para usufruir desse aprofundamento”, revela o profissional. Essa situação foi encaminhada ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renová-veis (IBAMA) e, de acordo com a expectativa, trata-se de um processo mais simplificado para que se obtenha a licença para essa intervenção. O ano de 2010 engloba, ainda, a importante meta de conclusão da Avenida Perimetral da margem direita (novembro) e o início dos serviços na margem esquerda. O projeto executivo da Perimetral da margem esquerda também já está concluído. Outro projeto é o VTMIS – Vessel Traffic Management Information System. “A Codesp lançou o edital para sua implantação no primeiro semestre deste ano, objetivando assumir, como Autoridade Portuária, o pleno gerenciamento e controle do tráfego de embarcações na área do porto e na zona de fundeio”, explica Serra. Com essas iniciativas, o porto prepara suas vias de acesso, terrestres e aquaviárias para atender à demanda projetada de movimentação de cargas e à ampliação das instalações com o ingresso de novos terminais. Entretanto, há aspectos logísticos de acesso, fora da área do porto, que despertam grande preocupação em função da expansão, como conta o diretor-presidente da Codesp. “O impacto dos novos terminais requer um redimensionamento rodoferroviário que se integre aos projetos que a Codesp já desenvolveu e está implementando. A Secretaria de Portos (SEP) já trabalha para a elaboração de um convênio com o governo do Estado de São Paulo para tratar dessa questão”, conta. Foi elaborado um novo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto (PDZ), embasado nas informações produzidas pelo Plano de Expansão (desenvolvido com recursos da SEP e do BID) e pelo Estudo de Acessibilidade (contratado pela Codesp junto à Universidade de São Paulo). “A integração dessas iniciativas com outras ações, como as normas de exploração do porto e de pré-qualificação de operadores portuários, projetos de planejamento, estrutura física e órgãos intervenientes na cadeia portuária, pode gerar, em 2010, um valioso documento facilitador para o gerenciamento e a tomada de decisões”, declara Serra. O Plano de Expansão caracteriza o cenário portuário nos três próximos quinquênios, considerando o momento atual, os principais projetos consolidados e os factíveis, aliados a estudo de demanda da hinterlândia, abrangendo mercados de origem e destino, principais parceiros comerciais e PIB médio brasileiro e mundial, entre outras variáveis. O resultado aponta, num aspecto otimista, para uma movimentação de cargas em 2024 de 230 milhões de toneladas. Atualmente, o porto tem uma capacidade de atendimento de cerca de 115 milhões e fechou 2009 com 83,1 milhões de toneladas. A previsão para 2024 também mostra projetos hoje em andamento atingindo boas marcas de movimentação, como destaca o profissional. Somente no segmento de contêineres, a Embraport – Empresa Brasileira de Terminais Portuários apresenta potencial para chegar a 1,85 milhão de TEUs e a BTP – Brasil Terminal Portuário a 1,79 milhão de TEUs, somados à otimização e expansão dos terminais existentes que projetam estimativas de 1,9 milhão de TEUs para a Santos Brasil, 1,35 milhão TEUs para a Libra Terminais, 900 mil TEUs para o Tecondi e 800 mil TEUs para a área do Saboó. “Tais projeções mostram que Santos está bem atendido para o crescimento do contêiner e também de cargas como veículos e granéis vegetais apenas com as soluções já definidas e com projetos bem delineados”, afirma Serra. Já com relação ao setor de granéis líquidos, fertilizantes e enxofre, o estudo apresenta um quadro que requer a aceleração dos negócios visando uma expansão mais premente. De toda forma, o porto já está com algumas ações previstas. Além da BTP, que atenderá também o setor de granel líquido, há a implantação de novos berços para essa carga, tanto na Ilha do Barnabé como no Terminal da Alemoa, e a perspectiva de se dedicar a área de Conceiçãozinha para granel sólido. Quanto ao estudo de acessibilidade, foram avaliadas as condições necessárias para que as vias de acesso ao Porto de Santos possam estar dimensionadas ao crescimento previsto para a movimentação de carga, com um foco bastante dirigido sobre a hinterlândia primária. O momento é de depuração dos dados apresentados, identificando os principais gargalos. De acordo com o diretor-presidente da Codesp, uma ação determinante será a mudança da matriz de transporte, principalmente para as cargas de curta distância, privilegiando o modal ferroviário, hidroviário (na Baixada Santista), esteiras transportadoras e dutovias, com o objetivo de desafogar o máximo possível o tráfego rodoviário.

Stival Alimentos: inteligência da operação logística
Com sede em Campo Largo, PR, e outra unidade em Tapis, RS, a Stival Alimentos (Fone: 41 2106.2466) decidiu expandir sua operação para outras regiões e procurou buscar algum modelo que pudesse manter seu padrão de trabalho e relacionamento com os clientes, além do controle e “inteligência” da operação. Assim, a Consultoria Ânima Inteligência de Mercado foi chamada para suportá-los nesse processo e ajudar na construção e implementação da operação. “Fizemos a opção de modelagem logística e comercial baseada em um modelo próprio denominado CRAC – Categoria/Região/Atendimento/Canal. Mapeando as Categorias de produtos a serem movimentadas, as regiões a serem atingidas, o nível de serviços que queremos oferecer a nossos clientes e os canais de vendas envolvidos, podemos rodar uma matriz de distribuição otimizada para planejar essa expansão de forma segura”, explica Sérgio Simonetti, diretor da Ânima. Em um processo como esse, os simuladores são indicadores importantes, mas outras variáveis são fundamentais antes da decisão final, como avaliar se a solução adotada adere à cultura da empresa, à disponibilidade financeira, à estrutura de suporte, à qualificação dos profissionais e outras. Após as avaliações finais, a solução adotada para essa expansão comercial e logística gerou a matriz resumida mostrada acima.

“Com a matriz sugerida, a Stival pode movimentar suas categorias de produtos, onde predominam produtos não-perecíveis, de forma competitiva com estrutura própria até por volta de 600 km de cada depósito e, a partir disso, lança mão de parceiros no formato de brokers de vendas e de logística em cada região”, explica Simonetti. Segundo ele, a opção pelo modelo “broker” tem a ver com um aspecto cultural da empresa, que tem um histórico de se manter mais próxima do PDV final e um aspecto gerencial, que é o de ter um maior controle de toda operação, garantindo produtos mais frescos e seguros ao consumidor final. Alexandre Stival, diretor comercial do grupo, completa: “queremos competir com os mesmos modelos e armas das grandes empresas, e o broker é um deles”.

Saint-Gobain: Centro Logístico conta com ferramentas tecnológicas
O principal investimento deste ano da Saint-Gobain Distribuição Brasil (Fone: 11 4004.2444), gestora das bandeiras Telhanorte, Pro Telhanorte e Center Líder, foi no novo Centro Logístico (CLG), localizado em uma área de 120.000 m2 às margens da Rodovia Presidente Dutra, em Guarulhos, SP. O empreendimento tem capacidade para suportar de maneira sustentada o desenvolvimento da rede varejista, que cresceu 60% em estrutura no último ano. As novas dimensões possibilitam o processo de verticalização de estoque, tornando o serviço mais prático e rápido. A empresa é a primeira do setor varejista de material de construção a implantar na estrutura logística ferramentas tecnológicas, como a automatização total, com inclusão de SAP e WMS, rastreamento da frota via satélite, o uso de radiofrequência e código de barras e fluxo único de veículos, entre outras. O CLG vem para integrar a operação logística da Saint-Gobain Distribuição Brasil com os demais centros regionais localizados em Minas Gerais e Paraná. “O posicionamento do CLG é estratégico para a empresa, uma vez que a localização proporciona mais agilidade no processo de entrega, levando em conta que a maior parte das lojas da rede está distribuída na cidade de São Paulo e Grande São Paulo. Além disso, a cidade de Guarulhos é reconhecida pela concentração de rodovias e de outras empresas do ramo logístico”, destaca o diretor geral da Saint-Gobain Distribuição Brasil, Manuel Corrêa.

Veloce : estação de reuso de água traz economia de 50%
Devido ao aumento da demanda e da carteira de clientes, a Veloce Logística (Fone: 11 3818.8000) transferiu seu centro de operações de São Bernardo, SP, para um armazém em Diadema, também em SP, apenas quatro meses depois do início da operação da empresa. O armazém está localizado na rodovia dos Imigrantes e foi escolhido em função das facilidades que oferece para as operações logísticas da Veloce . A companhia também implementou em seu centro de operações de Diadema uma estação de reuso de água que já proporciona economia de 50% do volume requerido para a lavagem de carretas. “Uma empresa sustentável precisa avaliar suas operações também sob o ângulo do impacto da utilização dos recursos socioambientais e financeiros”, afirma Paulo Guedes, presidente da empresa. “Temos em Diadema uma operação logística com 200 carretas, que correspondem a 60% de nossa frota. O gasto de água com a lavagem desses veículos era considerável. Por isso, resolvemos investir em economia ambiental”, acrescenta ele. Dos 600 litros utilizados para lavar cada carreta, a estação consegue captar metade do volume, que passa por um processo de homogeneização. Depois de clorada, a água é filtrada para retirar os resíduos e armazenada no reservatório de água limpa, pronta para ser utilizada novamente na lavagem de outro caminhão.