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Empresas apresentam resultados da emissão de gases de efeito estufa

Sustentabilidades

Sabe-se que a mudança do clima é um dos desafios mais significativos do século XXI, provocada por padrões não sustentáveis de produção e consumo, e decorre do acúmulo de Gases de Efeito Estufa (GEE) na atmosfera ao longo dos últimos 150 anos. Hoje, já é possível levantar quais são as emissões de GEE de cada organização, e o inventário é peça fundamental para realizar esta mensuração e, assim, traçar políticas de redução que contribuam efetivamente para a sustentabilidade do planeta.

Desta maneira, o Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) desenvolveu, há três anos, em parceria com o World Resources Institute (WRI), o Programa Brasileiro GHG Protocol que tem como objetivo estabelecer uma cultura de elaboração e publicação de inventários corporativos de emissões de gases de efeito estufa no país. “Os inventários servem como uma espécie de retrato que quantifica os gases emitidos por cada empresa, identifica os setores mais intensivos e torna mais fácil a tomada de decisões sobre quais medidas serão realmente efetivas na mitigação das emissões”, aponta Mário Monzoni, coordenador do GVces da FGV-EAESP.

Na manhã do dia 10 de agosto (quarta-feira), aconteceu o Evento Anual do Programa Brasileiro GHG Protocol, em São Paulo, em que foram apresentados os resultados de 77 inventários de emissões de gases de efeito estufa (GEE) de empresas voluntárias referente às emissões do ano de 2010. Elas representam 14 setores diferentes, conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas, IBGE. A maior parcela (47%) das empresas inventariantes pertence ao setor industrial, seguido pelas empresas do setor financeiro (8%) e do setor de energia (7%). [www.registropublicodeemissoes.com.br ].

 

No Evento Anual também foi lançada a área pública do Registro Público de Emissões do Programa, uma plataforma online pioneira no Brasil. Além de reconhecer a iniciativa voluntária das empresas, o Registro disponibiliza um vasto banco de dados de emissões corporativas, conferindo maior transparência ao processo de publicação dos inventários. De acordo com Mario Monzoni, “o registro servirá também para evidenciar as empresas entre os consumidores, cada vez mais atentos à responsabilidade socioambiental corporativa”, apontou.

Resultados apresentados- As emissões do ano de 2010 reportadas pelas empresas do Programa somam 107.183.599,45 toneladas de CO2 equivalente (considerando as emissões de Escopo 1 apenas). Se comparadas ao Inventário Nacional (ano base de 2005), as mais de 107 milhões de tCO2e representam cerca de 5% do total nacional (2.081.457.906,98 tCO2e). Porém, se desconsideradas as emissões provenientes das mudanças e uso da terra e florestas do total nacional, as emissões reportadas pelos 77 inventários representam 21%.

 

Da mesma maneira, ao analisar as emissões do ano de 2010 por escopo, as fontes de relato obrigatório somam mais de 111 milhões de toneladas de CO2e em fontes de emissão direta (Escopo 1) e indireta de uso de energia (Escopo 2). Já as outras emissões indiretas relacionadas às emissões de fornecedores ou clientes da organização inventariante (Escopo 3), que são de relato opcional, somaram mais de 296 milhões de toneladas de CO2e. A parcela de emissões de biomassa (relativas à combustão de etanol e biodiesel – B100, por exemplo) devem ser contabilizadas separadamente, uma vez que possuem um ciclo biológico, permanecendo pouco tempo na atmosfera e por isso não contribuindo para o agravamento do efeito estufa, causador das mudanças climáticas.

 

“Vale ressaltar que se analisarmos o perfil histórico das emissões de cada escopo, é notável o aumento das emissões reportadas no período entre 2008 e 2010. Isto é consequência do crescimento do número de empresas inventariantes: enquanto o número de empresas participantes aumentou de 185% em 3 anos (de 27 empresas participantes para 77), as emissões aumentaram 45% para Escopo 1 e apenas 5% para Escopo 2”, explicou Beatriz Kiss, pesquisadora do GVces da FGV-EAESP.

Inventários 2010- Empresas que terão seus inventários de 2010 publicados no evento anual do Programa Brasileiro GHG Protocol 2011 Ouro: (inventários completos e verificados por terceira parte):

 

Gvces – Criado em 2003, o Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) atua na formulação e acompanhamento de políticas públicas, na construção de instrumentos de auto-regulação e no desenvolvimento de estratégias e ferramentas de gestão empresarial para a sustentabilidade, no âmbito local, regional, nacional e internacional. Essa atuação acontece por meio de atividades: (i) de educação formal e informal; (ii) de pesquisa aplicada e publicações; (iii) de promoção do debate, mobilização e sensibilização da sociedade para o tema; (iv) de comunicação; (v) e de intercâmbio de experiências e informações, que disseminem conceitos e práticas de sustentabilidade em todas as suas dimensões.

Perfil da FGV-EAESP- Criada em 1954, a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) foi a primeira escola de administração fundada na América Latina e mantém uma longa tradição na formação de líderes na área empresarial, governamental e acadêmica. Conhecida como um dos centros acadêmicos de maior prestígio nas áreas de Negócios e Administração Pública, a Escola se caracteriza pelo constante desenvolvimento de pesquisas e estudos pioneiros e pela vanguarda do conhecimento aplicado, divulgados em publicações e projetos realizados em seus diversos Centros de Pesquisas. Nos últimos anos, vários programas de seu portfólio de cursos foram listados em diversos rankings nacionais e internacionais. A FGV-EAESP se destaca como a Melhor Escola de Negócios no Brasil, com nota máxima na avaliação do MEC e como a 1ª instituição da América Latina e uma das poucas no mundo a obter a tríplice acreditação internacional de qualidade de ensino, que inclui o reconhecimento das seguintes agências: AACSB, EFMD e AMBA.