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Porto raso faz operador mudar frota de navios

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Por Brasil Econômico
A falta de infraestrutura logística no pais tira o sono dos operadores brasileiros. Mesmo com os investimentos anunciados pelo governo no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que deverá aplicar R$ 9,8 bilhões, até 2014, empresas que operam nos portos brasileiros têm criado alternativas para atender os clientes da melhor maneira.
A Log-In Intermodal, Hamburg Süd e Maersk, por exemplo, desenvolveram navios mais largos e menos profundos para operar no país. A Log-In, segundo o presidente da companhia, Vital Lopes está construindo contêineres com profundidade adequada aos portos brasileiros. O calado dos navios é de 11,5 metros.
“Hoje, a falta de calado nos terminais nos obriga a ter alternativas para operação. Estamos investindo R$ 1 bilhão na construção de embarcações mais largas e menos profundas. Assim, conseguimos atracar na maioria dos portos brasileiros, cujo calado médio é de 15 metros”, disse Lopes.
A nova classe de navios da Log-In está em construção pelo estaleiro Eisa e as cinco embarcações serão entregues até 2014. Hoje, a companhia opera um navio desse tipo e no final de novembro entra em serviço o segundo equipamento entregue pelo estaleiro. Já a Hamburg Süd e a Maersk começaram a operar embarcações menos profundas este ano.
A empresa, em conjunto com a Maersk, está trazendo embarcações com 299 metros de comprimento e 45,20 metros de largura. Até o final do ano, os navios que hoje operam no serviço Ásia/América do Sul serão substituídos por essa nova classe de embarcações. São navios da classe Sammax, sendo seis deles da Maersk e outros seis da Hamburg Süd. “Além de operação de navios mais adequados. A Log-In tem um serviço de contingência. Assim não perdemos clientes e conseguimos levar as cargas ao seu destino”, disse Vital Lopes. Segundo o presidente da Log-In, pula um terminal se estiver congestionado, escala o porto mais próximo e leva toda a carga destinada ao primeiro terminal por caminhões até o seu destino.
“Estamos nos esforçando para driblar toda a falta de infraestrutura existente. Uma operação ineficiente dificulta o crescimento da navegação costeira no país”, disse o presidente da companhia, Vital Lopes. E mesmo assim, o executivo acredita na cabotagem como o modal mais competitivo em grandes distâncias. Lopes acrescentou que, se a infraestrutura estivesse adequada, o transporte por navios seria até 10% mais vantajoso que a movimentação de cargas por rodovia. Isso em distâncias superiores a 1 mil quilômetros.
“Mas, perdemos espaço porque não temos freqüência.” Um estudo de Hamburg Süd mostra que um navio espera 39,8 horas para atracar em Santos, o maior porto da América Latina. Em Buenos Aires, essa demora é de 5 horas. Paulo Guedes, presidente da Veloce , empresa de logística que tem a maior parte de seu faturamento nos serviços para montadora, disse que a cabotagem ainda é pequena no transporte de peças e automóveis.
“Fazemos operação via marítimo da Argentina até o Porto de Santos. É o mais viável, pois as distâncias são grandes. A cabotagem, no passar dos anos, é uma alternativa de transporte e acredito que é uma tendência que vai ocorrer. Agora, o grande problema é a freqüência dos navios. Por isso, a rodovia ainda é a opção mais viável para as montadoras”, disse Guedes.
Fonte: Brasil Econômico