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Veloce registra emissões de gases de efeito estufa e adota boas práticas de sustentabilidade

MUNDO LOGÍSTICA / ONLINE

 

Entrevista com Paulo Guedes, Presidente da Veloce

A Veloce Logística é uma das primeiras empresas do setor no país a registrar publicamente seu inventário de emissões de gases de efeito estufa no Programa Brasileiro GHG Protocol, a metodologia mais utilizada mundialmente para medir e gerenciar as emissões. Em todo o Brasil, somente 77 empresas, englobando todos os segmentos da economia, registraram seus inventários nesse programa até o momento.

Criada em 2009, a Veloce atua no transporte de cargas do setor automotivo entre Brasil e Argentina, mas seu portfólio abrange todo o leque de serviços integrados de logística, como milk run (coleta programada), cross docking, movimentação interna, gestão de armazenagem e documentação internacional. Entre seus clientes estão montadoras como GM, Toyota, Honda, VW e indústrias de bens de consumo como Bimbo, Danone, Nívea, Procter & Gamble, Sancor e Unilever. O registro do inventário de emissões faz parte do Sistema de Gestão para a Sustentabilidade (SGS) da Veloce. Também dentro desse sistema, a empresa está recebendo as certificações de qualidade e ambiental ISO 9001 e ISO 14001.

Veja como o registro da emissão de gases poluentes transformou a empresa e lhe rendeu frutos positivos com a adoção de boas práticas que a tornaram mais eficiente na entrevista com Paulo Guedes, presidente da Veloce:

 
O que levou a Veloce, uma empresa jovem, a registrar suas emissões de gases de efeito estufa? Paulo Guedes: Na prestação de serviços logísticos, utilizamos bastante o transporte rodoviário. Como todos nós sabemos, este é um modal que apresenta um significativo – talvez o maior – consumo energético por quilômetro percorrido. Consequentemente, se por um lado ainda não contamos com serviços regulares ou estruturas abrangentes para a utilização de outros modais menos poluentes, torna-se imprescindível desenvolver soluções que reduzam os impactos ambientais gerados pelo transporte rodoviário.E não é só por isso, pois mesmo utilizando outros modais, nós entendemos que é dever de todo operador logístico estar comprometido com a sustentabilidade e tomar iniciativas que reduzam as emissões de gases poluentes, não apenas nas suas atividades diretas, mas também nas operações realizadas por terceiros e contribuir com toda a cadeia produtiva de seus clientes e também com a sociedade.

O primeiro passo nesse sentido foi medir o quanto nossa empresa realmente emite de gases efeito estufa em todas as suas atividades diretas e indiretas. E o programa internacionalmente reconhecido e considerado como a melhor metodologia de medição é o GHG Protocol. Uma vez feito isso, registramos publicamente esse inventário, divulgamos o quanto poluímos e apresentamos planos que, concretamente, diminuam os impactos negativos ao meio ambiente.

Em 2010 a empresa emitiu 51,8 mil toneladas de CO2. Qual foi esse número em 2011?

Paulo Guedes: O inventário de 2011 está sendo elaborado e deve ser divulgado até em maio. Em 2010, a emissão das 51,8 mil toneladas de gás carbônico equivalente (CO² e), foi resultado de nossas operações de transporte (direto e contratado), dos consumos de energia elétrica e de materiais utilizados e das viagens de nossos funcionários.

Que operações da Veloce entram neste monitoramento (por exemplo, armazenagem)?

Paulo Guedes: O inventário realizado em 2010 mediu as emissões em todas as operações da Veloce. A operação de armazenagem, que foi iniciada em 2011, será computada no inventário em curso.

De que maneira a empresa faz a compensação das emissões?

Paulo Guedes: A empresa não trabalha, ainda, com compensação de emissões – cujo conceito é adotar iniciativas que amenizem os impactos de suas operações. Nosso foco tem sido reduzir nossas emissões.

Que unidades da Veloce fazem parte do Programa Brasileiro GHG Protocol?

Paulo Guedes: Todas as nossas 20 unidades operacionais e administrativas, sem exceção.

Que ganhos a Veloce obterá, em curto, médio e longo prazos, ao fazer este inventário e as compensações?

Paulo Guedes: Evidente que os ganhos da Veloce ocorrerão no médio e longo prazos quando estaremos participando de uma sociedade menos poluidora e que respeita o meio ambiente. Mais do que isso: uma sociedade que coloca a sustentabilidade como uma de suas prioridades! Portanto, nosso objetivo, assim como o de qualquer empresa que investe em sustentabilidade, não é obter ganhos de curto prazo, mas encontrar formas para ser cada vez mais eficientes e impactando cada vez menos o meio ambiente. É claro que, de uma forma ou de outra, benefícios de curto prazo também aparecerão, na medida em que poluir signifique consumir menos energia. Em resumo, a missão de uma empresa também é oferecer ganhos à sociedade, a seus funcionários e a seus clientes.

Quais são as boas práticas já adotadas pela Veloce ao começar a participar do Programa Brasileiro GHG Protocol para reduzir os danos ambientais provocados por suas operações?

Paulo Guedes: A Veloce implantou o Sistema de Gestão para a Sustentabilidade (SGS) que, como já salientado, mediu e registrou o inventário de emissões de gases poluentes. A partir daí, o SGS implantou ações para diminuir os impactos, como: a) utilização de água de chuva para limpeza de carretas; b) tratamento e reaproveitamento de água na limpeza de carretas; c) instalação de um posto interno comercializando diesel aditivado a preço especial para transportadores parceiros; d) criação do Clube de Oportunidades para compras coletivas – com Ford, Iveco, Scania e Volkswagen oferecendo caminhões zero km em condições especiais para troca de usados; e) criação do Prêmio Destaq, entregue às melhores transportadoras parceiras em termos de Desempenho, Sustentabilidade e Qualidade; f) treinamento de motoristas em “direção econômica”; g) workshops para conscientização ambiental dos parceiros; h) inspeções periódicas para impedir circulação de veículos fora dos padrões de emissão de CO2; i) obtenção das certificações internacionais de qualidade ISO 9001 e ambiental ISO 14001.

Com a adoção dessas práticas, é possível dizer que a Veloce deixou de gastar ou pode investir verba que se perdia em algo não eficiente?

Paulo Guedes: Ainda não temos um comparativo definitivo, uma vez que precisamos fazer o inventário do ano de 2011. Mas podemos indicar três resultados concretos obtidos em 2011: 1º) a frota de caminhões de terceiros, utilizados nas operações de coleta, passou de uma média de idade de 13,5 anos para 8,5 anos; 2º) a comercialização de diesel aditivado no Posto interno da Veloce reduziu em 3% o consumo dos caminhões; 3º) o tratamento e reaproveitamento de água, bem como a utilização de água de chuva para a limpeza das carretas, economizou cerca de 43.500 litros de água.

Como o senhor definiria a relevância, para as empresas, em fazer parte deste tipo de programa, não apenas em nível de meio ambiente, mas também em nível de sustentabilidade dos negócios? Paulo Guedes: Como dissemos na primeira resposta, entendemos que é dever de toda e qualquer empresa contribuir para proteger e conservar o meio ambiente, principalmente com relação às suas atividades. É uma obrigação que todos devemos ter para com a sociedade e nossos filhos. Somente assim poderemos dizer que estamos progredindo e fazendo com que nossos negócios sejam prósperos para todos e por muito tempo.