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Empresários discutem benefício com coleta de produtos usados

DCI - SP - ÚLTIMAS NOTÍCIAS

A coleta de produtos e embalagens, utilizados pelos consumidores, por parte das empresas de logística – prática batizada de logística reversa -, depende do interesse econômico do material e da capacidade tecnológica para reaproveitar os resíduos recoletados, além da própria possibilidade de reúso do produto.

De acordo com empresários do setor de logística que participaram ontem de evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham), a logística reversa que não trouxer ganhos para os fornecedores só é viável se houver regulamentação governamental.

A Política Nacional sobre Resíduos Sólidos, que entrou em vigor em 2010, obriga a implementação da logística reversa para os fornecedores, importadores, distribuidores e comerciantes de agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes e produtos eletrônicos e seus componentes.

No caso das empresas que não fornecem esses produtos, outro entrave para a realização da logística reversa é a própria rentabilidade do negócio. “Quando o produto no destino final tem valor econômico, é reaproveitado. Mas se não tiver uso econômico e se não tiver tecnologia para reaproveitar, é lixo, e ninguém vai pegar lixo se não ganhar para isso”, indica o CEO da empresa de logística Veloce , Paulo Roberto Guedes, que esteve na Amcham. A não ser, observa, que essas empresas sejam obrigadas.

A ampliação da obrigatoriedade de coleta dos resíduos para fornecedores de outros setores ainda está em discussão. Atualmente, as punições para as empresas que são obrigadas e não realizam a logística reversa vão desde sanções administrativas até processos civis e criminais. “Mas a garantia de retorno dos produtos utilizados também depende do consumidor, de um processo de conscientização”, observa a especialista em direito ambiental Naoka Furuiti.

Os setores que já são obrigados a realizarem a coleta dos resíduos dos produtos fornecidos estão se organizando para garantir a logística reversa. A operação, porém, tem um custo, e os empresários do setor já preveem que os gastos com frete devem ser repassados para o consumidor.