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Veloce planeja ampliar sua atuação no setor automotivo e entrar para outros setores do segmento

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Incorporada ao Grupo Mitsui (Fone: 11 3371.9700) desde o ano passado, a Veloce
(Fone: 11 3905.7000) tem expectativa de obter um crescimento de 10% este ano,
chegando a R$ 240 milhões de receita bruta.

No ano passado, a empresa
obteve um crescimento de 17%, se comparado com 2011. Entre os principais
investimentos realizados no período está a manutenção de seu programa SGS –
Sistema de Gestão da Sustentabilidade. Voltado para minimizar os impactos
ambientais das operações da companhia, o SGS trabalha com o aumento das
dimensões das carretas para 15 metros (um metro a mais do que a convencional),
como forma de otimizar os espaços dentro dos veículos e, assim, reduzir o número
de viagens.

“Graças ao Programa conseguimos comprovar que é possível
transportar e trabalhar mais e, mesmo assim, poluir menos. Com essas carretas, a
cada 200 viagens realizadas, se economiza outras 14. Para a Veloce, que faz
coleta programada mensalmente de seis mil viagens e outras 1,5 mil
internacionais, é possível imaginar quanta economia foi gerada”, diz o
presidente da empresa, Paulo Guedes.

O Programa também foi responsável
pela diminuição na idade da frota da companhia, que passou a ser de 3,5 anos.
Com essas medidas, a Veloce conseguiu reduzir em 19% as emissões dos GEEs –
Gases do Efeito Estufa.

“Se compararmos a emissão de GEEs em 2011 com
2012 esses números são maiores. Mas, se olharmos para a produtividade por
quilômetro rodado e metro cúbico transportado, houve essa redução de 19%. E
nossa meta para 2013 é conseguir reduzir em mais 7% esses números”, explica
Guedes.

Além de continuar o SGS, a Veloce ainda tem como planos para 2013
o desenvolvimento de novos negócios e a ampliação da oferta de serviços. O
objetivo é ampliar sua atuação dentro do setor automotivo e entrar para outros
setores desse segmento, como motos, caminhões e ônibus.

“Se analisarmos
esses outros setores, em especial o de caminhões, eles são de um grande
potencial de crescimento, e bem parecidos com o de construção de automóveis, que
tem alimentação de fábrica, administração de armazéns, distribuição e
transferência. O que queremos é replicar os serviços que oferecemos para esses
segmentos. E, também, ampliar a oferta de serviços em outros setores, como
eletroeletrônico e consumo”, explica Guedes.

A Veloce também almeja
aumentar seu número de clientes. Só no ano passado a empresa conquistou quatro
novos: a Goodyear, para quem realiza as operações de distribuição de pneus e
transferência das fábricas; a Tintex, no serviço de armazenagem e de
retrabalhos; a Valeo, para qual faz armazenagem, Milk-run e outbound; e a
Volkswagen, para a qual realiza o serviço de distribuição
internacional.

Em janeiro, a empresa também começou as operações de
transporte de empilhadeiras da Toyota Empilhadeiras. Por mês, serão transferidos
cerca de 50 contêineres do Porto de Santos para o Centro de Cargas de Diadema
(CCD).

“Essa é uma operação nova para qual temos uma área dedicada de
2.000 m2. Recebemos a mercadoria, separamos e embalamos para que depois eles
mandem para os seus clientes”, explica Guedes.

O presidente da Veloce
também fala sobre o momento que vive o mercado logístico brasileiro. Segundo
ele, existem grandes possibilidades de crescimento do setor, inclusive sentido
pelas companhias internacionais que têm desembarcado cada vez mais no país. Mas
ainda é preciso enfrentar os enormes desafios do sistema, como a carência de mão
de obra qualificada e a infraestrutura precária.

“Faltam profissionais
não apenas em logística, mas em todos os mercados. E quando existe mão de obra,
falta qualidade. Outro desafio do sistema logístico brasileiro é a falta de uma
infraestrutura eficiente. O problema que estamos vivendo com relação à soja não
é de agora. Há 20 anos que existe fila para descarregar nos portos. A diferença
está no tamanho: antes ela era de três quilômetros, e agora é de uma semana”,
diz ele. “Os portos não têm facilidade de acesso e continuam estrangulados. Eles
não estão preparados para receber grandes quantidades, então o problema
persiste. Falta usar a logística como instrumento estratégico”, completa
Guedes.