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Intermodal 2014: Investimentos e parcerias movimentam empresas do setor de logística e de transportes de carga

Falando do de Feiras

As empresas brasileiras têm uma meta: tornar o Brasil
mais competitivo no mercado global. Além de discutir os rumos do setor, no
ambiente da legislação e gestão pública, o setor está fazendo o que é
fundamental para que a participação nacional nas relações comerciais
internacionais cresça: negócios. E foi isso o que pontuou o segundo dia da 20ª
edição da Intermodal South America – Feira Internacional de Logística, Transporte
de Cargas e Comércio Exterior, evento que vai até quinta (3) no Transamerica
Expo Center, em São Paulo (SP).

A Hammar, que está expondo na área
externa da feira, começou o segundo dia de Intermodal com uma boa notícia. A
empresa sueca, que atua no País há dois anos, fechou a venda de um Hammarfit,
equipamento que permite o carregamento lateral de conteinêres, para a Itri
Rodoferrovia.

“O Hammarfit possibilita, por exemplo, o transporte de
conteinêres de um terminal para outro ou para um vagão de trem, sem a
necessidade de piso especial no local onde está operando. É eficiente, também,
no processo de empilhamento”, explicou o gerente de Vendas da Hammar, Cristiano
Sarturi. Disse ainda: “A intenção da Itri é a de adquirir outras cinco unidades,
sendo que uma delas está em estudo com algumas especificações sugeridas pela
empresa”.

Quem está procurando fechar negócios, também, é a Gocil
Segurança e Serviços, expositora da Intermodal, que vem investindo na prospecção
de clientes no segmento de logística. A empresa
tem 750 clientes em nove estados e aproximadamente 22 mil funcionários. “O setor
logístico já
representa 17% do nosso faturamento. Participamos da feira porque temos soluções
específicas em segurança patrimonial”, disse a gerente comercial, Roberta
Lima.

Portos Os portos também trouxeram novidades para está edição da
Intermodal. O vice-presidente do Porto de Suape (PE), Caio Ramos, afirmou que a
maior fábrica do mundo da Fiat, em construção no norte do Estado e que deve
começar a operar até o final do ano, vai transformar o complexo no principal
polo de distribuição de veículos do Nordeste. “Até o final de 2014 teremos 19
hectares disponíveis para armazenar até 20 mil veículos por mês. Temos áreas
ainda para ampliar este espaço para 35 hectares”, disse.

Ainda no Porto
de Suape, a Wilson Sons Logística, empresa do
Grupo Wilson Sons, anunciou que vai inaugurar neste ano um complexo logístico próximo ao
complexo. “Queremos ser um dos maiores operadores logísticos e estar
posicionados de forma estratégica para atender ao crescimento econômico dessas
regiões, colaborando para diminuir seus gargalos”, disse o diretor executivo da
Wilson Sons Logística, Thomas
Rittscher III.

Comemoração Um almoço realizado no pavilhão da Intermodal
South America comemorou, nesta terça, os 20 anos de feira e 25 anos de fundação
da ABTRA (Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados). Joris van
Wijk, o diretor da UBM Brazil, organizadora do evento, destacou o caráter
transformador da feira: “Hoje a Intermodal consolidou-se como importante espaço
para o debate de soluções para a cadeia de logística e comércio
exterior do País. Nestes 20 anos muito do que foi discutido nesta feira virou
realidade”.

Tadeusz Polakiewicz, um dos criadores da Intermodal,
aproveitou a celebração para ressaltar a importância das empresas brasileiras:
“Entra governo e sai governo, mudam os ministros, os planos de governo, mas quem
carrega o comércio exterior no Brasil são as empresas que se reúnem aqui na
Intermodal”. Em festa, o presidente da ABTRA, Antônio Carlos Duarte Sepúlveda,
também frisou o protagonismo dos empresários. “Nós, na Abtra, não nos propomos
apenas a discutir, mas também a gerenciar e apresentar soluções. Estamos
otimistas com o caminho que o País vem tomando para aumentar a sua
competitividade”, disse.

Um dos destaques do almoço comemorativo foi a
palestra da jornalista Miriam Leitão, colunista da TV Globo, que apresentou um
panorama atual da economia e falou sobre os desafios que o País está
enfrentando. “É importante para o Brasil participar das cadeias produtivas
globais, mas precisamos superar entraves como a burocracia. A carga tributária
subiu, por exemplo, de 25,2 para 36,42% entre 95 e 2014″,
explicou.

Lançamentos A oportunidade de apresentar novidades para um
público qualificado com alto poder de decisão é uma das características da
Intermodal South America. “É uma feira tradicional e relevante para todos que
atuam nesta cadeia da logística, comércio
exterior e transporte de cargas. Além de encontrar todos os principais players,
é uma forma de apresentar as nossas soluções em tecnologia e ver o que as outras
empresas estão fazendo”, disse o diretor da Deicmar, Gerson Foratto.

A
Topico é um exemplo de empresa que trouxe para a feira um novo produto,
apostando na qualificação do público que visita a Intermodal: plataformas aéreas
para transporte de funcionários, que atingem até 30 metros de altura. “A logística tem se
tornado um segmento bem forte dentro da nossa empresa. Estamos apresentando esta
solução para os terminais e condomínios logísticos, que estão
em expansão”, frisou o assistente de Marketing da empresa, Cleofas Junior
Alves.

Conferências Dentro da programação de conferências da Intermodal
South America aconteceram dois encontros nesta terça: “Novo Código Comercial
Marítimo”, realizado em parceria com o Centronave (Centro Nacional de Navegação)
e que discutiu o projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional que propõe a
reforma do Código Comercial, e “Comércio Internacional, Logística e
Assimetrias”, que debateu os fatores que definem a inserção do Brasil no cenário
do comércio internacional mundial, as condicionantes econômicas e sociais, as
políticas internas e, de forma especial, a correlação de forças
internacionais.

O diretor executivo da Abol (Associação Brasileira de
Operadores Logísticos), Carlos
Cesar Meireles Vieira Filho, elogiou o evento realizado para discutir o novo
código comercial marítimo: “Os operadores logísticos estão
presentes nesta discussão, pois existem anacronismos que precisam ser discutidos
como a Lei de Armazenagem, que é de 1903″. Durante o debate, o coordenador do
Departamento Jurídico, Seguros e Claims da DB Schenker do Brasil, Thiago
Lourenço demonstrou otimismo em relação ao novo código. “O projeto, se for
ajustado e debatido, vai trazer muita segurança para a cadeia logística”,
afirmou.

Em parceria com o Inbrasc (Instituto Brasileiro de Supply
Chain), o painel “Supply Chain – Identificando Soluções”, dividido em duas
sessões, abre, nesta quinta(3), o último dia de conferências na Intermodal South
America. “A cadeia de fornecimento numa visão global” e “Logística Reversa
como um diferencial competitivo” são os temas da primeira sessão, que debate
questões como o cenário da cadeia de suprimentos na indústria, estratégias na
área para resultados mensuráveis, impactos da Nova Lei de Resíduos Sólidos para
o mercado de Logística Reversa e
oportunidades para agregar valor ao que seria descartado. A segunda sessão do
período da manhã aborda “A integração de modais na cadeia de suprimentos” e o
“Estudo de caso: Basf”.

Fechando o programa de conferências, o sexto
painel acontece às 14h e aborda uma visão comparativa entre os condomínios logísticos e as
plataformas logísticas. Também
dividido em duas sessões, o painel apresenta o conceito, a viabilidade e as
razões para implantação e utilização de condomínios ou plataformas logísticas e de Zonas
de Processamento de Exportação (ZPE).

NOTAS DO PAVILHÃO

Senac
apresenta soluções para qualificação

Atender uma demanda crescente dos
segmentos de logística, comércio
exterior e transporte de cargas: mão de obra qualificada. Este é o objetivo da
participação do Senac-SP na 20ª edição da Intermodal South America. “Na
Intermodal estamos próximos dos players dos setores, o que é uma oportunidade
única de apresentar nossos cursos e, principalmente, os programas de EAD (Ensino
a Distância)”, ressaltou a coordenadora de Logística, Comércio
Exterior e Relações Internacionais do Senac-SP, Regina de Freitas Jardim
Ferraz.

Veloce prevê fechar
2014 com crescimento de 231%

A Veloce Logística estima
fechar 2014 com um faturamento de R$ 300 milhões, o que totaliza um crescimento
de 231% em cinco anos de atividades. No final de 2013 a receita da empresa havia
atingido um aumento de 207%. Estes dados foram divulgados pelo presidente da
companhia, Paulo Guedes, durante a coletiva de imprensa realizada no segundo dia
da Intermodal South America.

A empresa investiu R$ 5 milhões em
tecnologia e infraestrutura com um centro de armazenagem de 33 mil m² e um pátio
de seis mil m² para atender os serviços de agendamento de entregas, gestão de
pátio, recebimento de materiais, estocagem, separação de pedidos, gestão de
estoque e outras atividades. Além disso, a Veloce dobrou o
número de funcionários para atender a General Motors, o contrato representa 65%
do faturamento da empresa.

Outro ponto positivo foi que mesmo com o
aumento da produtividade do transporte de cargas, nos últimos três anos, a
companhia conseguiu reduzir em 9% a emissão de poluentes no ar.

Grupo
Mirassol chega ao mercado

O Expresso Mirassol, que atua há mais de 70
anos no mercado, aproveitou a Intermodal South America para lançar o Grupo
Mirassol. O anúncio foi feito durante a coletiva de imprensa realizada no
evento. O Grupo é composto por três áreas de negócios: Expresso Mirassol,
Mirassol Logística e Mirassol
Locações.

O objetivo é torna-se um operador logístico para
oferecer serviços integrados de transporte rodoviário, operações portuárias e
aeroportuárias, armazenagem e locações de veículos e equipamentos. O Grupo
almeja um crescimento sustentável para prover operações integradas que
proporcionem o aumento da competitividade aos clientes da
empresa.

Holanda e Brasil

A ministra de infraestrutura e meio
ambiente da Holanda, Wilma Mansveld, visitou a Intermodal South America 2014 e
comentou sobre as sinergias entre seu país e o Brasil no que se refere à
mobilidade urbana e as soluções intermodais para dar fluencia à distribuição de
cargas no terrritório nacional e também para outros mercados. “Temos muitas
afinidades quando falamos em transporte internacional e buscamos sempre
aprimorar a relação entre o meio ambiente, a sociedade e os canais de
abastecimento”, disse a ministra.